OS JOGOS
O Nacional inicia a partida e... erra a saída. O América tem a oportunidade de atacar e chuta mal. O jogo segue lento, com as equipes se estudando e com muito medo de atacar. O Nacional, nem de longe lembra a equipe insinuante que venceu o Grêmio por 5x0. E o América parece uma equipe a espera deste temido adversário que não entrou em campo. A torcida começa a ensaiar uma vaia para as equipes que estão maltratando a bola. E termina o primeiro tempo.
No segundo tempo, o América já chuta uma na trave e o Nacional, dé um chute rente ao gol. Parece que acordaram. O jogo ainda é cadenciado. Mas o América consegue armar seu primeiro lance lúcido na partida e faz um belo gol. 1x0 no placar e o jogo começa a melhorar. O Nacional esboça uma pressão em busca do empate, mas nada que viesse a assustar o goleiro País. E o América consegue marcar o segundo gol e praticamente define o jogo já que o Nacional, apesar da pressão, não era efetivo. Assim, o jogo termina com a vitória do América que se classifica para a final de maneira invicta até o momento.
O Peñarol inicia a partida e chuta com perigo. Tem ligeiro domínio da partida fazendo bons lances e chutando sempre perto do gol. E o Caracas vai tocando a bola mas não é decisivo. O Peñarol se desconcentra e começa a errar. Caracas cresce no jogo e consegue marcar o primeiro gol e sua primeira jogada realmente perigosa. O Peñarol sente o gol e torce para acabar logo o primeiro tempo.
No segundo tempo, o Peñarol insiste no ataque em busca do empate que não sai. O Caracas vai jogando livre e perdendo inúmeras oportunidades de ampliar. Até que, aos 7 minutos, Varella empata o jogo e recoloca o Peñarol no jogo. A equipe cresce e passa a assustar o Caracas que perde o domínio da partida. Fim de segundo tempo e vamos à prorrogação.
PRORROGAÇÃO
O jogo recomeça e o Peñarol passa a frente no placar com um golaço de Forlan. Logo em seguida, Abaddie amplia para 3x1. O Peñarol é pressão total . O Caracas sente que não está bem no jogo.
No segundo tempo, o Peñarol amplia para 4x1 com Varella e praticamente define o jogo. No final, o Caracas ainda diminuiu com Fabio Luciano mas não havia mais tempo para uma reação.
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FINAIS
Felipe Couto, com o América RJ fará sua primeira final e a expectativa é muito grande. A torcida está indo junto com a equipe ainda mais com os 100% de aproveitamento. É a revelação do torneio.
Joaquim, com o Peñarol tenta o inédito título, Já foi Vice em 2011 e terceiro em 2012. A equipe está muito motivada e com vontade de conquistar este título.
O Nacional inicia a partida e... erra mais uma saída. Já havia cometido o mesmo erro no jogo anterior. E vem o Caracas que domina e... chuta para a lateral. Esse é o começo do jogo que decide o 3º e 4º lugar. Mas vamos lá! O Nacional começa a jogar mas não assusta muito pois não consegue colocar a bola na reta do gol e chuta sempre longe. O Caracas vai observando e tocando a bola. Mas é o Nacional que faz o primeiro gol com Robinho em uma jogada pela direita. O Caracas fica surpreso, pois era ligeiramente melhor no jogo.
No segundo tempo, o Caracas pressiona incessantemente em busca do gol de empate. Em um lance próximo à grande área, o goleiro do Nacional sai mal do gol, se adianta demais e Coveiro chuta na trave. No rebote, com o gol vazio, Flamengão manda uma bomba na trave e a bola sobra para a defesa do Nacional que passa por um momento de grande sufoco. Mas a equipe não amplia o placar. E o Caracas consegue o empate com Ronaldo Angelim em uma falha gigantesca da defesa do Nacional que deixou o jogador totalmente sem marcação no campo de ataque. Livre, Angelim não teve muito trabalho para mandar a bola para o fundo das redes. E o jogo vai para a prorrogação.
Prorrogação
Nacional começa. Pressiona. Mas não marca. O Caracas continua pressionando e nada. Fim do primeiro tempo.
Nos últimos 5 minutos, o Caracas vai para o tudo ou nada. O Nacional tenta se defender passando claramente a intenção de levar o jogo para os pênaltis. Mas o Caracas faz o segundo com Fabio Luciano, cresce no jogo e sacramenta a vitória com um belo gol de Adhemir da Guia.
A GRANDE FINAL
E chegou o dia da grande final do torneio. Peñarol inicia a partida mas chuta mal. América contra-ataca e assusta. O jogo começa bom com as equipes tocando a bola e o América se insinuando no ataque. Seus jogadores tomam posições estratégicas próximo à grande área e o Peñarol é forçado a recuar o time. E lá vem o América pela sua esquerda. O atacante chuta, a bola bate na trave e sobra na grande área. Luisinho fica na sobra e só tem o trabalho de empurrar a bola para dentro do gol vazio. É América 1x0. O Peñarol sente o gol mas tenta se arrumar. O América parece não acreditar que fez o gol e tem um momento de distração no jogo. O Peñarol sente o momento e pressiona mas não faz. Já são 3 bolas na trave e nada de gol.
No segundo tempo, o América marca o segundo gol logo no início e coloca toda a pressão do jogo em cima do Peñarol. Sem muito a fazer, o Peñarol parte para cima em busca de um gol. E consegue com um belo gol de Walter Aguerre. O América não desanima e parte para cima. Mas é o Peñarol que consegue o empate com Gonçalves que, na marra, faz o gol no finalzinho do segundo tempo.
PRORROGAÇÃO
Nova saida para o Peñarol que não aproveita a chance. O América tenta se reerguer e vai com tudo. Consegue boas chances mas não aproveita. O Peñarol vai mandando bolas na trave. Mas no primeiro tempo da prorrogação, o placar não se alterou.
No segundo tempo, o América consegue marcar o terceiro gol logo na saída e novamente coloca o Peñarol em desvantagem. E a equipe uruguaia vai colecionando mais bolas na trave, até que o América erra um tiro de meta e Figueroa aproveita a chance e manda uma bomba por cobertura empatando o jogo. Tensão total! O América vai desperdiçando claríssimas chances de gol e o Peñarol vai chutando na trave. O América avança mais uma vez pela sua esquerda, prepara, chuta e faz o quarto gol colocando a bola no cantinho do goleiro. O Peñarol não teve nem tempo de dar a saída de bola e a torcida do América vai ao delírio comemorando o primeiro título da equipe.
COMENTÁRIOS DOS TÉCNICOS
Felipe Couto - América RJ - O America RJ entrou nesse campeonato e treinou diariamente, sempre observou os adversários e o goleiro sempre soube se posicionar de acordo com cada jogo. Ganhar a Libertadores com 100% de aproveitamento, vitoria em todos os jogos! Realmente foi algo para entrar na historia do campeonato. A final contra o Peñarol com certeza o jogo mais difícil e, graças ao treinamento diário, a tranquilidade, um pouco de sorte, foi possível vencer!
Joaquim Leal - Peñarol - Chegamos a final como planejado. Fizemos uma boa primeira fase. O empate contra o Nacional (Guillermo) consideramos um resultado normal mas contra o Real Potosi (Pedro de Souza), foi uma surpresa pois encontramos uma equipe que fez uma de suas melhores exibições no torneio. Em seguida, conseguimos superar o San Lorenzo (Leandro Figueira), com uma facilidade não esperada e também o América de Cali (Bruno Manhães) que pegou nossa equipe em um dia inspirado. Nas quartas, tivemos dificuldade para superar o Flamengo (Carlos Tavares) que jogou muito bem. Nas semi-finais, jogamos muito mal contra o Caracas (Ricardo Navarro) e acordamos na prorrogação a tempo de salvar o jogo. Na final, a sorte não estava do nosso lado. Sofremos o primeiro gol com nosso goleiro completamente batido. Acho que esse gol foi o gol que deu o título ao América. Ficamos sempre em desvantagem no placar e, mesmo pressionando, não conseguimos reverter. Buscamos o empate depois de estarmos perdendo por 2x0 ainda no tempo normal e levamos o jogo para a prorrogação. Troquei meus jogadores de posição para surpreender o adversário, mas não surtiu efeito. Continuamos jogando bem, assim como o América, mas teimávamos em acertar a trave. Eles fizeram o terceiro e Figueroa teve a felicidade de empatar em um chute de longa distância. Pensamos que isto iria desestabilizar o adversário mas o fato é que isto não aconteceu. Eles fizeram o quarto gol no último lance do jogo e não pudemos fazer mais nada. O América mereceu por tudo o que fez no torneio, vencendo equipes fortes como o Cruzeiro (Alexandre Carci) e o Chivas (Francisco Audeir). Temos a certeza que fizemos tudo o que era possível fazer. Não posso culpar os jogadores ou o esquema pelo resultado adverso. A verdade é que colocamos 9 (nove)!! bolas na trave neste jogo. Em todo o torneio, a equipe lutou, foi guerreira até o último instante de cada jogo e fica o sentimento de dever cumprido. Infelizmente não conseguimos o objetivo maior que era o título. Quem sabe na próxima Libertadores. Não obstante, perdemos para a única equipe com 100% de aproveitamento em toda a história dos torneios. Parabéns ao América pelo título inédito e a minha equipe pela dedicação e pelos bons jogos que praticou. Agradeço e parabenizo os adversários que sempre colocaram dificuldades para nossa equipe em todos os jogos e não tiveram a felicidade de seguir em frente. É fazer como o América: treinamento e dedicação.
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| Joaquim Leal (Peñarol) e Felipe Couto (América RJ) |
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| O Campeão América RJ |
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| O Vice-Campeão Peñarol |
A equipe do Peñarol:
Goleiro: Mazurkiewicz
Os jogadores (da esquerda para a direita):
1ª fileira: Juan Joya, Figueroa, Walter Aguerre, Gonçalves, Diaz
2ª fileira: Abbadie, Lezcano, Pedro Rocha, J.Cortés, Gonzales
3ª fileira: Caetano, Pablo Forlan, Spencer, Varela
ARTILHARIA
Varella, do Peñarol, sagra-se o artilheiro do torneio. Luizinho é o artilheiro do América RJ.
CURIOSIDADES